domingo, 9 de maio de 2010

For D.



Você perguntou quem era, e eu bobo que sou, chego a pensar que você saiba exatamente que é você!
Mas talvez eu esteja enganado, talvez você ainda seja inocente.
Eu não deveria ficar pensando em você, porque sendo quem sou e acreditando no que acredito, o próximo passo é te esquecer. Mas eu só aprendi a esquecer com a distância, e você está ao meu lado todos os dias.
Não quero que você vá embora, não quero te perder.
Agora percebo por que você quer me ver sorrindo. Não é porque você está afim de mim, é porque você é do "bem" e quer ver eu e o mundo todo "bem".
Eu te amo por isso, e amo a mim mesmo por amar você.
As vezes eu olho o mundo e vejo pessoas pobres de espírito, pobres de pensamento e sonhos. Nesse momento me bate um medo, medo de me tornar igual a elas. Mas é nos teus olhos que eu encontro segurança e repouso. É nos teus braços, um tanto desengonçados que vejo acalanto.
Você transpira inocência e torna-se beautiful quando fala com autoridade e inteligência.


Sonho meu, caminha pra longe, pois sou precipício.
sonho meu vai embora, pois não posso te-lo.
Sonho meu, corre. Porque sou do mau.
Sonho meu, não me queira.
Ei, sonho meu. Confesso que sou pesado de mais, que sou um fardo e não quero que você me carregue.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fodam-se os números


e vivam as letras.


"Busque o invisível e dispense o que é palpável".


Como é costumeiro nas quintas-feiras eu sempre chego um pouco atrasado no cursinho. Isso devido ao inglês que me faz entrar mais tarde no trabalho e desse modo eu tenho que trabalhar mais. Uma verdadeira bola de neve.

Enfim.

Pra completar a tal bola de neve hoje eu tive matemática, aula dupla.

Conta vai, conta vem, desce número aqui, sobe ali, soma, subtrai, troca sinal, eleva ao quadrado, a quinta, a oitava...
Não nasci para isso! Depois de alças de apoio matemática é a coisa que mais odeio no mundo.
Foi em meio a esse monte de números que eu comecei a pensar se realmente eles são necessários, se eu realmente tenho que suporta-los e o pior, encara-los de frente, de homem pra número.
Tudo leva a concluir que sim, partindo do pressuposto que a matemática equivale a mais de 40% das provas de vestibular/enem e etc.

Ai eu me pergunto, devemos focar o estudo naquilo que gostamos e que nos desperta interesse? ou trabalhar arduamente para desenvolver habilidades nas áreas onde somos um fracasso?
Gosto de li dar com números quando relacionados a dinheiro e porcentagem. Mas ter paciência para li dar com aquelas fórmulas, ai já é outra história.
Após ficar matutando quase uma aula e meia eu decidi!
Juntei meus livros e coloquei a mochila nas costas.

- Chau professor.

- Chau!


Tenho certeza que ele pesou automaticamente.

- Lá vai mais um vadio filho de papai. Um completo zé.

Mas eu bem que sei que a coisa não é nem de longe assim.
Antes que eu pudesse colocar o segundo pé na escada bateu a dúvida. O inicio do arrependimento.
Me mantive firme e continuei e desde o cursinho até agora eu ainda estou pensando...
E a matemática, é ou não necessária? Eu vou conseguir chegar do outro lado sem ela?
Depende, depende de muitas outras coisas.
Se eu pudesse faria o mesmo com muitas outras situações da minha vida, simplesmente levantaria e iria embora.
Bom, é isso, eu só queria mostrar minha falta de juízo, minha rebeldia. Ou quem sabe meu principio de senso crítico e analítico.

Afinal de contas, deixemos o que é importante e joguemos fora o que é desnecessário.
 
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