segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O paradoxo da mulher contemporânea: Sensualidade ou Vulgaridade ?


Pedro Bravo volta a casa, e o camaleão o recebe com honras.
Ele veio falar das mulheres e expor democráticamente seu ponto de vista. O camaleão não concorda plenamente com todas as palavras aqui postas, mas em parte vulgaridade está em alta, seja no meio feminino seja no mundo como um todo. Sejamos mais simples!
O camaleão vos convida a ler e a deixar seus pontos de vista.





Desde os primórdios da história o homem na maioria das sociedades sempre ocupou o papel principal enquanto a mulher sempre ficou como parte secundária, isso se legitimava em diversos argumentos como o sexo frágil e até a própria religião, principalmente a bíblia que coloca a mulher como principal culpada de todos os problemas enfrentados pelo homem, por exemplo: Eva comeu o fruto do pecado influenciada pela serpente e depois a mesma Eva corrompeu Adão que após comer o fruto do pecado foi castigado por Deus e ambos foram expulsos do paraíso, também temos outros casos como a de Salomé que influenciou Salomão a cortar a cabeça de Batista ou ainda a traição de Dalila contra Sansão, enfim por esses argumentos de doutrina e alienação as mulheres ficaram por muito tempo sobre a dominação preconceituosa dos homens e suas ideias injustas e machistas. Porém, houve diversas mulheres que lutaram contra esse preconceito e conseguiram furar esses bloqueios e transcenderam-se sobre os muros e barreiras de um mundo fechado pelos homens, delas podemos citar várias como Joana D'Arc, Elizabeth I, princesa Isabel, Maria Bonita, Carmen Miranda, Hannah Arendt, Clarice Lispector, Pagu, Anita Garibaldi, Cleópatra, Catarina II, Margaret Thatcher, Rainha Vitória, Evita Perón, a escritora e filósofa Simone de Beauvoir, Coco Chanel, Madre Teresa de Calcutá e entre outras honradas mulheres. Enfim diversas mulheres lutaram muito contra essa opressão até chegarem a igualdade com os homens, onde conquistaram com muita força o seu dia tão merecido o dia internacional da mulher celebrado anualmente no dia oito de março. Mas nem tudo são flores não se enganem, pois hoje começa um problema que eu em meus singelos e simples pensamentos classifico como retrocesso da independência feminina, a vulgarização de sua imagem. Esse fato chegou ao ponto de um seguinte modo, viajando pela história podemos observar que as sociedades viviam de um modo geral pautadas pela ordem da moral e os bons costumes e isso atacava em cheio as mulheres pois as mesmas tinham de se dar ao respeito e estarem sempre elegantes e bem vestidas, enquanto os homens podiam ter a liberdade de irem quando quiserem e quando bem entenderem aos “cabarés da vida” e por em prática seus desejos mais eróticos enquanto com suas mulheres faziam apenas o que chamamos de básico, ou seja, aquele sexo frio e sem graça. Entretanto cada vez mais, principalmente no século XX onde a modernidade caminhou a passos largos a mulher foi se soltando e libertando-se dos grilhões da opressão, mas começou a exagerar de tal forma que está pondo tudo a perder, principalmente a razão, não só nas suas vestimentas que estão cada vez mais ousadas e chamativas, mas sim em suas atitudes, a mulher hoje está perdendo o seu valor, tudo porque depois de tanto tempo atuando na parte secundária da sociedade, as mulheres querem dar os homens o gosto do seu próprio veneno, ou seja, elas estão incorporando todos os pontos negativos masculinos(um revanchismo podemos dizer), o que resulta não só na pejoratividade de sua imagem mas em uma degradação total da sociedade. Para termos uma sociedade melhor temos que colocar como foco principal a igualdade da sexualidade, banindo o preconceito, buscando uma sociedade politicamente correta pautada no respeito acima de tudo, e não no revanchismo ideológico entre oprimidos e opressores, temos de resgatar os valores do passado e transcender para o presente, afinal quando há mudanças radicais em uma sociedade as vezes deixamos perder certos conceitos que eram positivos. A figura da mulher é bonita por natureza, ela pode ser sensual sim, mas sem exageros, pois o exagero estraga a sua beleza e evidencia apenas o erotismo, tornando a mulher apenas um objeto de consumo e desejo e mais nada e assim ela se torna uma peça de adorno e se isso caminhar assim ela pode por a perder todas as suas conquistas e credibilidade que tantas mulheres se esforçaram para almejar esse objetivo, de mostrar aos homens que não são nem piores e nem melhores aos mesmos, mas que são iguais.


Professor de História da rede estadual de SP.

 
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