terça-feira, 27 de agosto de 2013

Amor e Sexo







O meu amor by Chico Buarque on Grooveshark
Ele quer transar sim! Mas quer também fazer gozar a alma, transbordar de prazer os olhos, sentir o cheiro de corpo nu e gemer de contentamento do corpo e da alma.
Ele quer pela manhã, sentir vontade de mais, mais e todo dia. Ele quer ao fim, depois do ápice, não aquela sensação de esgotamento, ele quer depois do ápice outro ápice.
 Ele quer se afogar no amor,  mas não esse amorzinho moderno, contemporâneo e chulo. Ele quer aquele amor... aquele em preto e branco, em tardes de sol vermelho alaranjado, de cabelos ao vento e camisas de flanela. Aquele amor de campos de trigo e passeios de bicicleta, amor de versos, de livro antigo e suco de laranja pela manhã em mesa redonda com pão de queijo.
Amor de verdade, sexo com vontade, mas sem maldade. Transa com amor e não só com desejo.
Ele quer transar sim! Mas ele também quer Amar!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Antes de dormir










Eu gosto do cheiro da noite, tem um geladinho aconchegante e cheio de possibilidades. As estrelas são minhas fieis confidentes, eu lhes contaria qualquer coisa, assim bem como tenho lhes contado tudo.
Adoro a noite, assim como gosto também do mar.
Adoro viver, detesto sobreviver!








sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Amor


“Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. 
Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”

— Fernando Pessoa. 



Como meros mortais que somos estamos fadados a sempre venerar o desconhecido e a ter sede pelo que é singular e escasso. A busca pelo verdadeiro amor tende muitas vezes a se transformar em uma corrida sanguinária pelo outro, que na verdade não passa de uma busca por nós mesmos. Talvez seja por isso que tantos se frustam. Não vamos nunca encontrar outro como nós, e o máximo que pode acontecer é deixarmos passar anos e décadas em relacionamentos frustrados para no fim entendermos que o encontro é com nós mesmos e que a felicidade se resume em primeiro nos entendermos para depois nos aceitarmos. A presença de outra pessoa em nossa vida deve ser vista mais como uma forma de podermos compartilhar o que somos com outra pessoa e permitir que esta possa também se aventurar por nossos modos, preferências e gostos.
Desse modo podemos ver o papel do outro m nossas vidas como um complemento e não como algo primordialmente essencial. Amar outra pessoa portanto é o próximo passo a ser dado depois de amarmos a nós mesmos.


Fernando está certo ao dizer que "para viver a dois, antes, é necessário ser um.” Ninguém deve se sustentar em outra pessoa, o risco é muito alto e isso não é amor. É dependência!
Não podemos morrer em nós para vivermos em outro. Não há nada de plausível nisso, muito pelo contrário.
Embora eu esteja escrevendo tudo isso não sou nenhum exemplo a ser seguido, sou humano e também sinto! E Fernando Pessoa me fez pensar tanto nisso nas ultimas semanas que preciso falar a respeito, dizer que não posso passar a vida toda nessa pertubação, na cobrança cotidiana e desesperada por colocar alguém em minha vida.

Amar requer tempo e isso está sendo perdido, queremos tudo para ontem e queremos tudo perfeito. A modernidade tecnológica deu a nós seres humanos a ideia imbecil de que podemos criar tudo de acordo com nossas necessidades, inclusive o amor. E assim que vemos o amor hoje em dia, não mais como um acontecimento, mas como uma solução, um objeto indispensável para curar nossas dores, nossos vícios e todas as nossas lacunas sociais e pessoais. 
Amar hoje em dia é como  ir ao banheiro fazer número dois. Precisamos ir de qualquer jeito! Mas penso que antes de sairmos por ai cagando tudo e em qualquer lugar, talvez devemos ver antes o que temos comido no almoço e no jantar.
Tem uma frase que diz "entender para atender", então talvez devêssemos " nos conhecer para nos amar" e só assim quem sabe AMAR também outras pessoas.

O amor requer compreensão e não desespero.






 
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