segunda-feira, 31 de março de 2014

Kill Your Darlings: Versos de Um Crime.




Porque o verdadeiro artista deve sentir o fervor das ruas, mandar às regras ao inferno e reinventar-se sempre. Tem de respirar o seu tempo mas não pode viver nele, o verdadeiro artista deve ser atemporal, não pode seguir a moda, ler o jornal ou ir ao cinema. O verdadeiro artista é aquele que faz, mas sem perceber, a sua própria moda.
O artista deve ser nu e aberto a tudo, em todos os sentidos. Porque só deve exprimir opinião aquele que prova, que sente e que vive sua própria arte. Não nego que há talento em descrever o que nunca se sentiu, em cantar o que nunca se chorou, mas o verdadeiro artista, esse sim, por tudo já passou.

Daniel Radcllife aos poucos deixa para trás seu eterno Harry Potter, e mostra que pode e sabe se aventurar em outras peles.

Allen Ginsberg, Jack Kerouac e tantos outros mostraram que bons livros não se fazem só com regras, métricas e rimas, mas principalmente com vivências e experiências.



Para assistir ao filme completo no you tube Clique aqui.

  



segunda-feira, 10 de março de 2014

Ela



A tecnologia é sem dúvida algo magnifico, surpreendente!
Mas confesso que ela me assusta! O que os computadores serão capazes de fazer em 20, 30 ou 50 anos? Eu não sei!
Mas se fizerem o que Samantha (Scarllet Johansson) fez com Theodore (Joaquin Phoenix) certamente será fantástico (e perigoso).
Spike Jonze, o diretor de "Ela", nos convida a questionar o que é uma relação amorosa? É apenas o contato fisico, é um beijo, uma noite de sexo intenso, uma gozada; ou a soma de tudo isso? Seria uma relação amorosa algo muito maior que um toque ou uma presença física. O amor, dizem, é capaz de transcender o tempo, espaço e até mesmo a ausência de algo sólido, pois ele mesmo é sólido por ser tão intenso e denso.
Adorei quando Theodore disse a Samantha que sentia-se como se já tivesse provado de todas as sensações que a vida podia lhe proporcionar, e que tudo que estivesse por vir seriam apenas sentimentos inferiores, cópias mesquinhas do que ele já havia sentido. E então Samantha lhe responde que não! Ele ainda não havia sentido tudo que há para sentir, e que a vida ainda lhe surpreenderia muitas outras vezes.
"Ela" é poético, moderno (muito moderno), hilário, e sobretudo, humano.
Spike Jonze reforça ainda mais sua genialidade em explorar os sentimentos humanos nas mais diversas formas e modos, primeiro em "Onde vivem os Monstros" sobre o olhar de uma criança, e agora, em "ELA" sobre a ótica surpreendente de um sistema operacional.





 
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