domingo, 1 de maio de 2016

Não, eu não sinto muito!

Me perdoe mas eu preciso ir. Tenho que partir! Permanecer é estático demais; meu corpo e alma não suportam isso, e eu não lamento, sinceramente eu não sinto muito. Na verdade nem um pouco. Pelo contrário, me alegra essa inquietação pois ela é prova concreta de que estou vivo, pois é dessa agonia, de quando esse vazio, quase desespero em estar parado. É dessa loucura silenciosa que nascem e florescem meus desejos, meu pulsar e querer, porque estando aqui eu não posso ver o que está adiante e isso me carrega, me arranca da cama e me poe frente ás possibilidades... aos cafés, conversas, musicas, beijos, vidas, descobrimentos, conhecimentos, e jeitos totalmente novos de ver o mundo ao meu redor.

Repito: eu sou apaixonado por ver e ouvir os modos do outro, o seu olhar sobre o mundo, os teus achamentos.

Viver é lindo, é delicioso e eu escrevo isso chorando, arrepiado, e isso meu amor, isso é vida, é viver.

Eu estava meditando e me levantei para escrever, pra falar com os amigos, ouvir algo que me fizesse sorrir. E foi na busca narcisista de mim que encontrei o outro. Hoje eu queria ouvir, mas fui eu quem acabei falando e pude assim levar luz e felicidade pra uma amiga necessitada.
Tem quem diga que magia não existe, eu discordo. Para cada força neste universo há uma equivalente contrária.

Só existe luz onde antes havia escuridão, mas a escuridão jamais habita onde há luz.
Já ouvi várias vezes que Deus se manifesta de diferentes formas, e este Deus você pode chamar de Jesus, ou de Alá, de Maomé, Abraão, Buda, Oxalá, Ganesha, ou de átomos, prótons, elétrons, nêutrons e de tantos outros que meu limitado conhecimento não tem saber. Eu o chamo de força criadora do mundo.
 
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